
Os estilos de liderança autoritários e hierárquicos tornaram-se obsoletos. E porquê? Hoje em dia sabemos que o QI não é um preditor de talento para a liderança. Mas como podemos então identificar um bom líder? Este artigo mostra as 4 competências cruciais num estilo de liderança bem-sucedido.
Os estilos de liderança autoritários e hierárquicos tornaram-se obsoletos e tivemos avanços significativos ao substitui-los pelo nosso conhecimento experiencial. O estilo de gestão recompensa – punição provou que não é produtivo. Novos estudos encorajam-nos a usar os “estilos transformativos”, nos quais os líderes organizacionais inspiram as suas equipas a atingirem um objetivo comum.
Mas ainda estamos na fase de transição. Precisamos de dotar mais líderes com as competências que combinam competências interpessoais, incluindo a empatia e a confiança, com a capacidade de moldar resolução de problemas criativas quando confrontados com situações difíceis. Estamos a referir-nos à Inteligência Emocional (IE). A IE é uma competência profissional tão crítica que o seu impacto positivo nas organizações quase ultrapassou as habilidades técnicas, como vem sendo provado pela sua popularidade nos últimos anos.
De uma forma simples, IE é a capacidade de identificar e gerir a informação emocional em si mesmo e nos outros. Apesar de ter um valor provado no contexto profissional, continuamos a experienciar uma carência desta nova forma de liderança. De acordo com um estudo global feito pela Deloitte, a liderança é a preocupação mais urgente ao considerar lacunas na capacitação da força de trabalho.
Porque é que não fizemos um melhor trabalho a desenvolver líderes com elevada IE?
Uma das razões é porque continuamos a acreditar que boas competências técnicas ou de vendas se traduzem em boas competências de gestão. O pensamento por detrás parece ser: se eles são extraordinários a analisar, corrigir e vender, então também são capazes de liderar os outros para o sucesso. Mas o facto é que estas competências pouco têm a ver com o papel de um bom líder.
Um outro erro comum é assumir que um elevado QI é um preditor de talento para a liderança. Enquanto que é provável que os líderes tenham QI’s mais altos que os seus seguidores, as qualidades que fazem líder forte vão muito além da inteligência cognitiva.
Por fim, ainda se mantém generalizada a ideia de escolher um líder com base na personalidade. Agressividade e extroversão, caraterísticas que tendem a ser destacadas nos candidatos, não se correlacionam com auto-consciência, flexibilidade e capacidade de influenciar os outros. Os líderes pela força podem ser bons a darem ordens mas isso não se traduz normalmente na capacidade de inspirar os outros para a ação.
As novas investigações confirmam que a IE é mais eficaz na melhoria da moral no local de trabalho. Depois de reunir resultados da maior base de dados de resultados de IE no mundo, a nossa investigação identificou 4 pilares de IE que formam a base das competências necessárias para preparar e projetar o mundo de negócios atual para o sucesso.
A boa notícia é que todos podem praticar os quatro pilares para transformar o seu estilo de liderança pessoal e organizacional.

1 – Expressar autenticidade a todos os níveis
Agir sem integridade pode ser o “beijo da morte” nos dias de hoje. Os top líderes têm de ser vistos como credíveis, justos e “reais”. Líderes arrogantes e dominadores já não têm o seu espaço, e a humildade, que é considerada uma força, tem de surgir. Os colaboradores vão respeitar os desejos de um líder e vão fazer um esforço extra quando pensarem que o seu líder é genuíno.

2 – Ser um coach para que percebam todo o seu potencial
A colaboração e o mentoring tornam os locais de trabalho mais equitativos. Os maiores líderes são coachs das suas equipas através de um estilo de gestão tão simples como percorrer os corredores e as salas para serem vistos e estarem disponíveis, assim como reuniões de um-para-um onde escutam as preocupações dos colaboradores, oferecem feedback e orientação e assumem a responsabilidade de eliminar os obstáculos.
3 – Comunicar a missão da organização de forma a inspirar os colaboradores, fornecedores e clientes
As empresas estão a começar a perceber que não estão nos negócios apenas para ganharem dinheiro ou produzir um produto. A missão da Google, por exemplo, é “organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”. Desenvolver um sentido de um propósito maior aumenta o engagement e a motivação dos colaboradores e de outros stakeholders, o que ajuda a atrair e reter as pessoas certas. Líderes com insight comunicam um propósito, um significado e uma visão esperançosa do futuro.

4 – Encorajam a inovação e o risco
O sucesso vai acontecer em organizações que encorajam os seus colaboradores a pensarem de forma criativa e a trazerem novas ideias. Isto não significa que todos têm o seu próprio orçamento. Mas significa que os líderes dão às suas pessoas mais autonomia e autorização para explorarem as necessidades dos clientes enquanto fornecem um espaço justo, seguro e encorajador para os colaboradores proporem novas ideias. Este novo líder também tem de ser empático e compreender quando as novas ideias não têm sucesso. Os líderes inovadores estimulam o pensamento imaginativo e autónomo e encaram os desafios como oportunidades de aprendizagem.
Artigo original “4 Emotional Intelligence Skills to Transform Your Leadership Style”
by Dr. Steven Stein




